Crianças e adolescentes podem ter cartão de crédito?

Os especialistas acreditam que a substituição do uso do dinheiro pelo cartão é algo inevitável. Num futuro não muito distante, a segurança e a praticidade do famoso dinheiro de plástica fará com que abramos mão de vez das moedas e das notas.

Isso significa que as pessoas com uma vida financeira ativa precisarão se adequar aos pagamentos com cartão. E as crianças, como se inserem nesse cenário?

A educação financeira deve acontecer desde o início da infância. Está cada vez mais claro que aprender a lidar com o dinheiro ajuda a formar adultos mais conscientes. Por isso, as crianças também precisam entrar em contato com o uso do cartão, mas é claro que essa experiência inicial não pode ser igual à dos adultos.

Criança pode ter cartão de crédito?

A lei brasileira não permite que menores de idade tenham um cartão de crédito próprio. Essa regra faz sentido, uma vez que o crédito requer responsabilidades que as crianças e adolescentes não estão prontas para encarar.

Por outro lado, os pais podem oferecer cartões adicionais para o seus filhos na maior parte dos bancos brasileiros. Esse tipo de cartão de crédito fica atrelado ao cartão do titular. A fatura é a mesma e o limite quase sempre é compartilhado, pois toma como base o perfil financeiro do dono do cartão.

Cartão de crédito para crianças

Cartão de crédito para crianças

As instituições financeiras, em sua maioria, permitem que o limite do cartão adicional seja definido pelo titular. O valor mínimo, segundo dados coletados pelo iG, fica entre R$50 e R$200 na Caixa Econômica, no Banco do Brasil, no Santander e no Itaú. Somente o Bradesco não estabelece limites, mas, de acordo com o próprio banco, somente pessoas com mais de 16 anos podem receber um cartão adicional.

Os pais precisam estar atentos à esse limite, porque um valor muito alto concedido às crianças pode não auxiliar na educação financeira. Para que os filhos aprendam a lidar com dinheiro, o limite precisa ser mais baixo, permitindo que o menor entenda a dificuldade em conseguir seus objetivos e a importância da poupança.

O ideal é que o limite do cartão de crédito adicional funcione como uma mesada. O valor precisa ser definido pelos pais e não pode ultrapassar o que foi combinado. É preciso lembrar também que as compras parceladas podem ajudar a driblar o limite no momento das compras. Tudo isso deve ser analisado e o filho precisa ser instruído sobre os gastos.

Conforme a criança for mostrando que já aprendeu certas lições sobre o dinheiro, os pais podem, de acordo com suas possibilidades, aumentar o limite e incentivar o filho a não gastar. O melhor é que os pagamentos sejam feitos à vista e os pais conversem sobre o que foi incluído na fatura.

Crédito ou Débito?

Os especialistas divergem quanto ao uso do cartão pelos menores. Em uma perspectiva, os cartões são o futuro das relações financeiras e precisam fazer parte do cotidiano das crianças. Porém, o não contato com o dinheiro pode exigir um entendimento abstrato de algo que nós adultos aprendemos de forma mais prática, lidando com notas a mais ou a menos.

Para muitos, o cartão de débito pode ser a opção mais adequada para os pais que querem introduzir o cartão na vida financeira dos filhos. Ele tem a vantagem de ser tão seguro e prático quanto o cartão de crédito, mas não “dar asas” para o endividamento. Além disso, não há cobrança de anuidade e juros. O cartão de débito pode, inclusive, ficar associado a uma poupança, ajudando também no aprendizado das aplicações.

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Comentários
  1. Jessica
    • Flávio

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