Como Funciona um Empréstimo Consignado: Tire Suas Dúvidas

Crise econômica, altas taxas de juros, inflação galopante e índice de desemprego subindo. O atual cenário da economia brasileira está muito complicado, e o aumento nas despesas pessoais, puxados principalmente pela inflação, aliado a um ambiente de pouco crédito e crescimento, fazem com que muitas pessoas encontrem dificuldades no momento de fechar seus orçamentos pessoais. E é aí que, muitas vezes, um empréstimo consignado pode ser a saída, para conseguir reequilibrar as finanças.

Um empréstimo é uma boa opção para quem se encontra em dificuldades financeiras, ou precisa de certa quantia de forma imediata, por quaisquer que sejam as razões, não dispondo do dinheiro necessário.

Porém, muitas pessoas ainda têm muitas dúvidas sobre empréstimos consignados. Além disso, é preciso cuidado, para não se endividar além da conta, piorando ainda mais sua situação no futuro. Pensando nisso, separamos algumas informações básicas sobre empréstimo consignado, além de algumas dúvidas mais frequentes sobre o tema.

O que é um consignado?

Empréstimo consignado é aquele no qual as parcelas são descontadas diretamente do seu salário. Assim, você acaba não tendo como “evitar” um pagamento, já que assim que recebe seu salário, o valor da parcela é descontado. Essa regra está prevista na lei, e acaba sendo esse motivo de esse tipo de empréstimo ter menores taxas de juros, e poder ser feito por pessoas com nome sujo, já que essa é uma “garantia” de que tudo será pago em dia.

Quem pode fazer?

O empréstimo consignado está disponível para qualquer pessoa que tenha carteira assinada, além de aposentados e pensionistas do INSS, e servidores públicos, sejam federais, estaduais, municipais, ou militares. Como já destacado, não há exigência de que seu nome esteja limpo, pois não há consulta ao SPC ou Serasa e a garantia é o próprio benefício.

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Tire suas dúvidas sobre empréstimo consignado.

Documentos necessários

O processo é basicamente simples. No geral, basta ir à instituição financeira com CPF, RG, Comprovante de Residência e Contra-Cheque. Esse último é o principal, pois é a prova de sua renda mensal, e o valor das parcelas também dependerá do quanto você recebe.

Porcentagem máxima para as parcelas

Como já foi explicado, o empréstimo consignado tem as parcelas descontadas diretamente do salário de quem faz. Portanto, essas parcelas não podem ultrapassar um percentual máximo da renda mensal, para não comprometer outros gastos e despesas corriqueiras. Assim, a Lei 10.820 de 17/12/2003 estabelece que o valor das parcelas não pode ser maior do que 30% da renda mensal de quem pega o empréstimo.

Mais de um empréstimo consignado: é possível?

A resposta é sim, é possível fazer mais de um empréstimo consignado de forma simultânea. Entretanto, o valor da soma dos dois empréstimos não pode ultrapassar 30% da renda mensal, seguindo a mesma regra destaca no tópico anterior.

Qual é a taxa de juros e o prazo?

A taxa de juros não é fixa para empréstimos consignados, variando de acordo com o banco que você escolher. Normalmente, essa taxa varia entre 1,5% a 3,5% ao mês. Não deixe de pesquisar bastante entre várias instituições.

Os prazos variam de acordo com o tipo de empréstimo, a linha e a modalidade de crédito a ser contraído, podendo ir de 1 a até 420 meses. Assim, para o empréstimo pessoal o prazo máximo é de 48 meses, para financiamento de veículos pode chegar a 72 meses, e para o crédito imobiliário até 420 meses.

Carência para primeira parcela

Alguns bancos ou instituições financeiras oferecem uma carência maior para o pagamento da primeira parcela. Depende de cada credor, e as condições podem variar, mas normalmente o cliente pode ter de 45 a 60 dias, contando a partir da efetivação do contrato.

Pode ser quitado antecipadamente?

Sim, é possível quitar um empréstimo de maneira antecipada, além de também ser possível o adiantamento de algumas parcelas. Essa é uma boa opção a ser pensada quando isso for possível, principalmente porque reduz o valor pago com juros. As regras variam de acordo com banco ou instituição financeira, mas alguns exigem uma quantia ou porcentagem mínima de parcelas a serem pagas.

Portabilidade

É possível também realizar a portabilidade de contratos de empréstimo, de um banco para outro. Essa operação foi regulamentada pelo Banco Central em 2007, e pode ser uma ótima opção, já que é possível obter uma redução considerável nas taxas de juros. Além disso, não é permitida a cobrança de taxas extras pela portabilidade, seja pelo banco credor original ou pelo que assumirá o restante da dívida.

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