LIS: taxas, limites e renegociação do Cheque Especial do Itaú

O cheque especial tem uma origem bastante curiosa. Há algum tempo, o uso dos cartões de débito era praticamente inexistente. Por isso, os cheques eram muito usados como forma de pagamento. O problema é que muitos usuários na tinham o devido controle financeira e acabavam passando cheques sem ter em conta o saldo necessário para cobrir o valor da ordem de pagamento.

Diante da multiplicação dos cheques sem fundos, o Banco Central precisou criar estratégias para intimidar a prática. A mais conhecida é o CCF (Cadastro de Emitentes de Cheques Sem Fundos), que “suja” o nome de quem emitiu o cheque até que o valor seja pago.

Foi nesse contexto que os bancos criaram o cheque especial: um limite de crédito com juros bem altos, que serve para cobrir cheques que não tenham fundos. O valor era automaticamente liberado quando o cheque era descontado e o cliente não tinha saldo disponível para cobri-lo. Depois era preciso quitar o valor devido depositando dinheiro na conta.

Atualmente, os cheques são bem menos usados, mas o cheque especial continua sendo causa de endividamento. Na verdade, hoje em dia ele funciona como um limite de crédito pré-aprovado que serve para cobrir qualquer despesa, saque ou pagamento feito quando o cliente não tem saldo suficiente. O problema é que as taxas são altas, dificultando a quitação da dívida.

LIS – Limite Itaú Para Saque

No Banco Itaú, o antigo cheque especial é chamado de LIS (Limite Itaú Para Saque). Segundo o site do banco:

É um valor disponível em sua conta-corrente para você utilizar como e quando precisar. A quantia do limite é calculada mensalmente e pode variar segundo suas condições de crédito. Você só paga os juros e encargos sobre o que utilizar e proporcional aos dias de uso. Além disso, também pode escolher a data de pagamento dos encargos.

Assim, o LIS, disponível para clientes de contas Itaú ou Itaú Uniclass, funciona exatamente como um limite de crédito, sendo necessária uma análise de risco para liberação.

Será que o cheque especial é realmente uma opção consciente?

Será que o cheque especial é realmente uma opção consciente?

Taxas do Cheque Especial Itaú

As taxas cobradas pelo uso do cheque especial dependem dos termos do seu contrato e também da quantidade de dias em que o limite foi usado. Vamos supor que você faça um saque de R$500 no dia 20 de março. Como não tem saldo em sua conta, esse valor será descontado do seu LIS. Se somente no dia 30 você depositar dinheiro na conta para cobrir o que foi gasto com o cheque especial, os juros e tarifas serão relativos aos 10 dias de uso: entre o saque e o pagamento da dívida.

Agora vejamos os juros cobrados:

LIS Itaú

  • Taxa vigente: 12,61% ao mês;
  • Plano de Vantagens Itaú: 11,61% a0 mês;
  • Plano de Vantagens Itaú com vínculo salarial: 11,11% ao mês.

Com essas taxas, o cliente que usa R$1 mil do cheque especial com a taxa máxima durante 10 dias, por exemplo, pagará R$57,31 apenas de taxas.

LIS Itaú Uniclass

  • Taxa máxima: 12,61% ao mês;
  • Taxa mínima: 8,38% ao mês;
  • Taxa máxima no Plano de Vantagens Itaú: 11,61% ao mês;
  • Taxa mínima no Planto de Vantagens Itaú: 7,38% ao mês;
  • Taxa máxima no Plano de Vantagens Itaú com vínculo salarial: 11,11% ao mês;
  • Taxa mínima no Plano de Vantagens Itaú com vínculo salarial: 6,88%.

É importante ressaltar que nas duas modalidades também será cobrado IOF quando o crédito for contratado.

Parcelamento e Renegociação do Cheque Especial

Por causa das taxas bem mais altas que as de um empréstimo tradicional, o cheque especial é muito arriscado para o consumidor. Se você tem dívidas por causa do uso do LIS no banco Itaú, sugerimos que você procure o banco para uma renegociação do valor devido. Os telefones da Central de Renegociação são: 4004 5533 (capitais e regiões metropolitanas) ou 0800 7225 533 (demais localidades).

Quem está com dificuldade para pagar o valor devido também pode optar pelo parcelamento, que é feito nos canais de autoatendimento. Porém, por causa das tarifas, consideramos essa opção menos interessante. A dica é evitar o cheque especial ao máximo, lembrando que outras formas de empréstimo podem ser bem mais vantajosas para o consumidor.

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